Filmes

A Culpa é das Estrelas – O Filme

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Nenhuma. Lágrima. Sequer. É isso mesmo que você acabou de ler, não consegui chorar nadinha no filme que em comparação ao livro, que chorei litros em todas as vezes que li. Mas ainda não consigo me conformar. O que será que deu errado? Não é que eu não tenha gostado do filme, mas eu senti falta, de alguma coisa que me fez me apegar tanto na história delicada de Hazel e Gus.

Talvez foram as expectativas muito altas que eu estava em relação ao filme. Todos chorando e rindo parecia que eu tinha que ter essa necessidade de fazer o mesmo, mas não fiz. O que será que deu errado? Quando vi o livro pela primeira vez, eu simplesmente comprei por causa da capa linda e o título que me chamou à atenção. “Hum, Culpa é das Estrelas… Que título mais lindo”, foi o que pensei. Aí gastei os 30 reais da minha mãe e comprei. Desculpa mãe! Ainda está fresco na memória esse dia porque foi o início de um ciclo vicioso de querer saber mais sobre esse tal escritor chamado João Verde. Sem me dar conta da história, eu me deleitei nas palavras daquele livro por dias que fizeram chegar ao ponto de eu ter que forçar a minha amiga ler para eu ter com quer conversar sobre.

Tentei botar “A Culpa” nas fãs girls totalmente desnecessárias que gritavam e choravam alto em todas as frases de efeito que havia no filme. Fiquei desnorteada com  a presença delas que pouco conseguir prestar atenção no filme, elas conseguiram quebrar todo o clímax lá dentro. Mas o que me deixou mais frustada foi o fato de elas choraram, e eu não.

Você deve estar se perguntando se o filme foi ruim? Não, não foi ruim, foi fiel ao livro em alguns aspectos mas, o que me fez sentir falta foi a passagem entre Amsterdã e doença do Gus que foi indo aos poucos ao levá-lo naquele final sem palavras. Me faltou cena que a Hazel caminha até o caixão sem os tubos de oxigênio e diz para Gus que: “Eu te amo no presente do indicativo” e mais para o final me faltou o diálogo para o desfecho da história de Peter Van Houten. Esses foram os elementos que eu estava esperando, mas não estava presente lá.

Procurei meios de desabafar essa angustia que senti com todos que conversei hoje, mas acho que ninguém me compreendeu. Fiquei perambulando o dia todo pela internet procurando pelas opiniões sobre o filme e todos foram as mesmas, tipo “lindo!” “chorei” “Gus eu te amo”, até que uma menina me chamou atenção pelo seu comentário.

O filme pôde não ter os elementos que eu achei que faltaram, mas o que essa moça disse no seu comentário é que a história mostrada nas telonas foi a maneira que eles encontraram para mostrar o pequeno infinito de Hazel e Gus. O filme não veio em si com a proposta de chorar, mas veio mostrar a vida de uma forma onde o mundo não é uma fábrica de realização de desejos. Câncer é triste sim, é horrível, mas quem disse que não podemos encontrar pequenas alegrias nessas horas? Quem disse que não podemos encontrar o nosso pequeno infinito? Depois de horas pensando nisso, me senti egoísta. Eu queria era chorar me emocionar de verdade, exatamente como no livro e com isso deixei uma oportunidade do filme me mostrar um novo olhar. Um olhar feliz, otimista de quem já teve que presenciar esse tipo de doença.

Então mais uma vez, veio o John para me quebrar ao meio me deixar fora de órbita como foi na primeira vez que li o livro. Agora estou com a mesma sensação, uma sensação boa independente de ter chorado ou não. Compartilhar isso com vocês aliviou o meu coração. Agora sim eu acho que finalmente posso dizer:

E uma lágrima surgiu agora. 🙂

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19 comentários em “A Culpa é das Estrelas – O Filme

  1. HAHAHA Forçar algum amigo na leitura, quem nunca? Já tentei com meu namorado, mas não deu certo :/
    E eu chorei MUITO pouco com o livro, apenas algumas lágrimas. Mais me abalei emocionalmente do que expus isso em lágrimas, tá certo, mas achava que iria me emocionar mais. Porém, com filmes é diferente. Certeza que irei me emocionar demais assistindo rs Até porque minha mãe estará junto – e ela já sobreviveu a um cancer e AMA chorar em filmes do gênero hehe
    Mas agora fiquei decepcionada por não ter essas partes que citou, pois adoro elas! E também estava esperando.. 😦 Vou tentar ver pelo lado positivo rs
    Beijos!
    Mell Ferraz
    http://www.literature-se.com/

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  2. Bem, eu me decepcionei um pouquinho com o filme. Achei ele bem fiel – apesar das cenas que faltaram – mas faltou aquela emoção que eu senti quando li o livro. Cheguei a soltar algumas lagrimas durante a cena em que Hazel falava que quando ela morresse a mãe dela não ia ser mas mãe, mas foi a única rsrs

    E admito que fiquei com vontade de rir grande parte do filme, porque tinha uma pessoa no cinema que não parava de soluçar um minuto, mesmo nas partes fofas do filme 🙂

    Beijos

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  3. Eu gostei muito do filme, sei que teve suas diferenças do livro, mas achei que ficou muito bom. Mas eu chorei beeem menos do que quando li o livro. Em partes foi por causa das pessoas no cinema, eu estava “tendo um momento” e daí vinha um soluço super alto e quebrava isso… Foi a primeira vez que eu vi tanta gente chorando no cinema, e isso me distraiu um pouco. Acho que se eu ver em casa sozinha vai ser melhor. 😐

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  4. Mas que bonitinho seu post, Dani! (e o layout tbm, por sinal)

    Eu ainda não vi o filme pq só estreou Legendado em UMA SALA que fica na pqp, então ir pra lá requer todo um planejamento. Daí deu enchente em Blumenau e não fui, então agora só semana que vem, hauehaeuhae.

    Mas eu lamento pelas garotinhas que quebraram o clima do filme. Eu ia falar ‘nao liga pra elas’, mas PENSA que quando fui ver DIVERGENTE, tinha umas pirralhas suspirando pelo Gus e pela HAzel (que não era esse nome, mas eu nem lembro o nome de tão xarope que é o filme). E aí pensei “imagina em ACEDE”. Então acho que vai ser bom ir semana que vem, aheuaeuheaea

    beijo! ♥

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    1. Eu deveria ter ido depois que estreasse para que a “poeira” abaixasse! hehehe
      Mas ansiedade falou mais alto e não me aguentei, tive que assistir. Preciso ver de novo ele e sozinha de preferência. 🙂
      Beijocas!

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  5. Perfeito. Sem dúvidas uma das melhores adaptações de livro/filme que já vi.Porém eu achei que houve algumas contradições , D:
    Como você disse anteriormente Dani, talvez foram as altas expectativas que eu estava em relação ao filme. Que na hora da estréia , 😦 NÃO SENTI ABSOLUTAMENTE NADA …
    As trocas de olhares eram exatamente como imaginei quando estava lendo o livro! E a trilha sonora fofa demais, também já sabia todas as músicass… Esperei All Of The Stars o filme todo e quando acaba lá esta ela, fazendo com que eu não quisesse sair do cinema até terminar! ♥
    PS:seu layout ficou uma gracinha Dani ❤

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  6. Oi xará linda!
    Que resenha linda a sua! O jeito como você a terminou foi fofa!
    Tive a oportunidade de assistir o filme no dia 08/06, sem ter lido o livro antes apesar de o tê-lo há mais de um ano em casa. Green se tornou uma febre, ACEDE então, nem se fala! Fiquei com os dois pés atrás e fui adiando a leitura, só me mantendo atualizada através das resenhas que lia entre um blog e outro.
    Como eu sabia bastante coisa da história, fui assistir com as expectativas no modo “okay’, nem altas e nem baixas e saí do cinema com a cara inchada e a cabeça doendo. Não chorei copiosamente como vi inúmeras pessoas fazendo, mas foi aquele choro de apertinho no coração, sabe?
    O ator que deu vida ao Gus é intimidador. Que menino fofo! Eu ficava muito sem graça da maneira como ele sorria, flertava, olhava, haha!! Acho que não imagino mais ninguém interpretando o papel de Gus sem ser ele.
    Dei sorte de na minha sessão não ter adolescentes histéricas e todo mundo ter se comportado tão direitinho. Fiquei de cara! As poucas pessoas que ameaçaram gritinhos foram imediatamente repreendidas e todo mundo riu quando era pra rir e chorou cada qual por seus motivos.
    Minha amiga que já havia lido o livro ficou impressionada com a fidelidade quanto ao mesmo, adorei isso!
    Terminei a leitura há dois dias e definitivamente se tornou um dos meus livros preferidos. E provavelmente o único do Green que lerei.

    Bjos sua linda!

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    1. Daniiiii!
      Leia mais livros dele,você irá gostar! Esqueça a modinha e essa gente poser que não sabe de nada! hahaha
      A escrita dele é surpreendente, acho que desde de Marcus Zuzack eu não ficava tão intrigada e desesperada por mais livros dele. Acho que você deveria dar uma chance. 🙂
      Que bom que você gostou do filme e do livro. Gus não é como eu imaginava, maaaas aquele sorrisinho dele de canto me quebrou! hahaha
      Beijocas!

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  7. Eu já vi tantos posts e notícias sobre esse filme que eu PRE-CI-SO ver ele. Eu já estou preparando o meu psicológico, porque a maioria dos lugares que eu li as meninas choraram muito. Eu estou pensando seriamente em esperar comprar o livro para depois ver o filme. Enfim, não conhecia seu blog e achei ele simplesmente lindo e super bem feito (coisa rara atualmente rs) e aproveitei e me inscrevi por aqui! Beijos http://www.galadedali.com

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  8. Vc vai me achar muito sem coração se eu disser que não chorei nem no livro?
    Talvez um lagrimazinha, mas nada de me afogar. Eu gostei muito da história, e da adaptação pro filme também, mas TODO mundo falou TANTO que eu ia chorar que eu fiquei esperando ~o drama~, resultado: nada de lágrimas. Mas pra mim a história é alegre, é como vc disse, sobre e encontrar coisas boas em situações complicadas e tornar esse momentos infinitos.
    Não fica triste por não ter ficado triste! Hauahuahaua
    Eu gosto muito dos livros do João Verde, e foi por sua causa que li “A culpa é das estrelas”. ♥
    =*

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