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Antes Que Eu Vá | LIVRO E FILME

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro.

Um dia que deveria ser aparentemente normal para Samantha Kingston, torna-se um dia sem um amanhã. Após um acidente de carro, Sam passa reviver várias vezes o dia de sua morte e presa nesse looping temporal, ela tenta descobrir o motivo de sua vida ter chegado ao fim.

Antes Que Eu Vá é um livro da autora Lauren Oliver, a mesma da trilogia Delírio  publicados pela Editora Intrínseca, e ganhou uma versão em filme lançado aqui no Brasil em Maio deste ano e é sobre essas duas versões da história de Samantha que irei rcontar um pouco do que achei para vocês agora.

O LIVRO 

Como já mencionado anteriormente, Sam é uma jovem de 17 anos, que tem como suas melhores amigas as populares Lindsay, Elody e Ally que me lembraram um pouco do quarteto do filme Meninas Malvadas devido a mesma premissa da história, com as meninas populares praticando bullying com a “esquisitona” do colégio, a Juliet Sykes.

As personagens são bem construídas, bem próximas a realidade adolescente. Como o livro trás somente a perspectiva de Sam é interessante observar o outro lado o de quem pratica o bullying e os motivos que levaram  ela se comportar dessa forma, seja por ascensão social ou por motivos banais que poderiam ter sido resolvidos de outra maneira e por isso, temos que nos lembrar aqui que estamos lhe dando com adolescentes e que a cabecinha nessa idade funciona de forma diferente.

A protagonista tem um desenvolvimento um tanto quanto lento, que acredito que seja culpa da narrativa, pois ela vive várias vezes o mesmo dia, o que torna a leitura um tanto quanto cansativa, apesar da escrita de Lauren ser muito boa de um jeito poético e cheio de metáforas. Abordagem da história em si não se trata apenas de bullying, mas sim reflexões sobre a vida e a morte o que eu achei algo muito forte e interessante para uma jovem adolescente passar por isso, pois ela ainda não tem um certo entendimento sobre a vida.

O que me fez não gostar tanto assim do livro foi o fato de que achei que a Sampagou os pecados‘ por algo que realmente não era tão sua culpa, sendo que ela era a mais inocente do grupo. A personagem Lindsay (a Regina George do grupo), foi a principal motivadora de diversos problemas causados na vida de Juliet, Sam e outros personagens pela sua prepotência e seu jeito egoísta, o que me fez achar um tanto quanto injusto. Se eu tivesse escrito o livro, com certeza teria dado um final diferente ou talvez dado continuidade a história para saber como ficou esses personagens após a morte de Sam.

Nota: 3/5

O FILME

O filme é estrelado por Zoey Deutch (Acadêmia de Vampiros), vivendo a Sam Kingston,  Halston Sage como Lindsay EdgecombElena Kampouris como Juliet Sykes.

Bom, o filme também não me agradou tanto quanto o livro. O roteiro é muito mal construído houve a  falta de profundidade de profundidade nos personagens, principalmente da relação Lindsay e Juliet que é algo super importante e aprofundado no livro, sendo tratado de uma maneira tão rápida que nem deu tempo para criar aquela conexão com espectador. Já Sam parece menos ousada em relação a Sam do livro, deixando passar batido o desenvolvimento da protagonista em relação ao que está acontecendo na sua vida, apesar do esforço de Zoey tentar dar um pouco mais de profundidade para sua atuação.

Apesar das ressalvas do filme, a fotografia é bem bonita e elaborada puxando para os tons de azul dando aquela sensação de tristeza, mistério e com ambientações lindíssimas da cidade de Vancouver no Canadá. O filme também trás uma trilha sonora bem legal e jovial, que mostra um pouco do estilo musical das meninas e  você pode ouvir no Spotify.

E antes de encerrar o post, quero deixar o meu super agradecimento para Rachel linda e maravilhosa que me presenteou mais uma vez! Fiquei muito surpresa e emocionada com sua cartinha e o seu carinho, muito obrigada mesmo! ❤

Ah já ia esquecendo de comentar que o livro com a capa da versão do filme, trás dois contos inéditos antes dos acontecimentos da tragédia de Sam e também conta com entrevistas com o elenco do filme.

Você já leu o livro? Gostou? Deixe os nos comentários abaixo!

Espero que tenham gostado e até o próximo post!

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Fotografia

Fotógrafos Gringos Para Seguir no Instagram

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Imagem: Reprodução

Oi, oi e oi!

Hoje venho com um post um pouco diferente, vou indicar para vocês alguns fotógrafos gringos que acompanho o trabalho deles já faz algum tempo. Acho que é bastante interessante olhar trabalhos gringos, pois acredito que eles possam servir de inspiração para composições, estilos e até para edições. Então vamos conhecê-los?

Bryan Adam
Imagem: Site Oficial

Bryan Adam Castillo

Conheci o trabalho do Bryan através do meu irmão e logo de cara fiquei fascinada pelo trabalho dele. As fotos dele envolvem um contraste de cores quentes e frias nas mais diversas composições e lugares, e  esse equilibro entre as cores trazem uma sensação de alegria de como aquele momento fosse único e mágico. Bryan também faz fotos para sua esposa que é blogueira de moda, Ali Castillo, e também tem um canal no Youtube onde ele ensina alguns tutoriais e making of dos seus ensaios.

Brandon Woelfel
Imagem: Twitter

Brandon Woelfel 

Em algum momento da sua vida você já deve ter dado de cara com as fotos do Brandon por aí. Suas fotos são um sucesso no Instagram, e acredito que ele foi o responsável pelo ‘boom‘ das fotos com pisca-pisca e outros elementos como a sua edição que mescla tons de azul nas sombras e rosa nos realces. Seu trabalho envolve também, outros elementos para suas composições como prismas, bombas de fumaça colorida e tem como cenário as ruas estilosas do centro de Nova York.

Jessica Kobeissi
Imagem: Site Oficial

Jessica Kobeissi

A fofíssima Jessica Kobeissi é uma fotógrafa libanesa que mora em Nova York. Conheci ela através do trabalho do Brandon onde os dois fazem vários vídeos collab no canal do Youtube dela. Seu trabalho é mais voltado para publicidade como catálogos de moda e no seu canal ela ensina alguns tutoriais de edição e making of dos seus trabalhos.

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Imagem: Reprodução

Anna Devís e Daniel Rueda

Esse casal amorzinho são dois arquitetos de Valência na Espanha, que resolveram entrar de vez na fotografia de arquitetura de uma maneira diferente e super criativa! Anna e Daniel aproveitam os lugares para fazer as mais diversas composições com estilo bastante minimalista, com cores bastante clarinhas que fazem com que o objeto da foto sempre tenha interação com as formas arquitetônicas que encontram nas suas viagens.

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Imagem: Vimeo

Rachel Gulotta e Daniel Inskeep

Outro casal amorzinho, Rachel e Daniel são fotógrafos de Los Angeles e conheci o trabalho deles pelo canal  no Youtube o Mango Street, onde eles fazem tutoriais bem rápidos sobre dicas de edição, composição e estilo na fotografia. O interessante de observar o trabalho deles é que eles abraçam as diversas áreas da fotografia, desde fotografia de casamentos até a fotografia de moda.

Espero que tenham gostado das indicações, acredito que é bem interessante você observar o trabalho de diversas áreas da fotografia para que você possa se inspirar e encontrar seu estilo na fotografia.

Já conhecia o trabalho de algum deles? Quer indicar algum outro que não está na lista? Ou se você quer ver uma versão brasileira dessa lista? Deixe nos comentários abaixo, vamos trocar figurinhas! Aguardo seu comentário!

Não esqueça de conferir meus trabalhos de fotografia lá na página Daniela Farias Fotografia e me seguir lá no  Instagram !

Até o próximo post!

Fotografia

Mariana Silva | Ensaio Feminino

Olá!

Aqui estou para mais um post de ensaios e o de hoje é da lindinha da Mari! ❤

O ensaio da Mari foi feito no mesmo lugar do ensaio de casal Maria Antônia e Mário, porque achei que não tinha explorado tudo que esse lugar tem a se explorar. E também gostaria de fazer aquele contraste entre um visual mais urbano com um toque mais florido de fundo, dando aquele estilo de cidade porém tem natureza aqui sabe?

Então vamos as fotos!

Foi uma manhã maravilhosa, se pudesse fotografava a Mari a manhã toda!
Obrigada por ter aceitado participar desse ensaio! ❤

Não esqueça de conferir mais trabalhos de fotografia lá na página Daniela Farias Fotografia e me seguir lá no  Instagram 🙂

Até o próximo post!

Livros

Garota, Interrompida

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Susanna Kaysen de apenas 18 anos, é internada no hospital psiquiátrico McLean e lá permanece pois dois anos. No ano de 1967 nos Estados Unidos, onde passa por um período de grande mudança Susanna tem sua vida interrompida por não se encaixar nos padrões da sociedade da época.

O livro trás os relatos desses dois anos no hospital com fortes críticas a forma de como as pessoas com transtornos mentais são tratadas, em alguns casos de maneira até tensa como no caso de Alice Calais. Entre esses relatos, também temos conhecimento das histórias de Georgina, Daisy e Lisa que constroem um pequeno laço de amizade nesse ambiente de angústias e incertezas em que elas foram colocadas.

Cada uma tem sua história por de trás da sua “loucura“, seus comportamentos promíscuos e até violentos relatam uma realidade dura de onde essas meninas vieram parar ali, embora umas tenham escolhido o caminho mais sombrio outras conseguiram dar um jeito em suas vidas, mas ainda há muitas que seguiram internadas.

Susanna consegue alta do hospital e ainda reluta para manter sua personalidade limítrofe (doença da qual foi diagnosticada), de maneira controlada. A própria ainda diz que esses dois anos de interrupção na sua vida deixou grande marcas na sua maneira de pensar e na personalidade, e que é impossível não lembrar desse momento que ela passou. Escrever esse livro, foi uma maneira que ela encontrou de exorcizar seu passado.

“Dessa vez, li o título da pintura: Garota interrompida com sua música.

Interrompida em sua música: tal qual acontecera com a minha vida, interrompida durante a música dos 17 anos, tal qual a vida dela, roubada e presa a uma tela; um momento congelado no tempo mais importante que todos os outros momentos, quaisquer que fossem ou que viessem a ser. Quem pode se recuperar disso?”  – página 187

Foi quase impossível não ficar pensativa após terminar a leitura. Eu realmente me identifiquei com a personagem alguns aspectos, desde o seu questionamento sobre “o que é real?”, “o que você vai fazer da sua vida?”, “por que eu devo ser uma coisa que não quero ser?”, “como foi que a minha vida chegou nesse ponto?”. Somos levados a tomar grande decisões sobre a vida, mesmo sabendo tão pouco sobre ela. Pressão, preconceito e atitudes que levam as pessoas acharem que temos algum “probleminha” nos afetam de uma maneira que não se espera e cada um responde de uma maneira. Susanna descobriu sua resposta da pior maneira que alguém poderia encontrar.

“Vazio e tédio: é dizer pouco. O que eu sentia era uma total desolação. Desolação, desespero e depressão.” – página 174

NOTA: 3/5

Em 1999, tivemos uma versão cinematográfica desse livro que foi estrelada por Winona Ryder como Susanna Kaysen,  Angelina Jolie como Lisa Rowe que ganhou seu primeiro  Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e Brittany Murphy como Daisy Randone.

Obviamente, livro e filme são completamente diferentes entre si afinal se trata de uma adaptação onde precisamos de uma narrativa mais elaborada para contar a história dos personagens, pois ambos são bons em suas propostas e vale muito à pena ler o livro e assistir ao filme. Também é uma ótima recomendação se você é estudante de psicologia.

Já leu, já viu o filme? Deixe um comentário abaixo, irei adorar conversar com você sobre eles!

Até o próximo post!

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