About Me · Música

O seu, o meu e os nossos Hard Times

 

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Imagem: Divulgação

No dia 19 de abril de 2017, o Paramore lançou depois de 5 anos sem novas músicas o single Hard Times, um mês antes do lançamento do quinto álbum chamado After Laughter.

A princípio, um choque. Uma nova mudança de estilo musical da banda, uma pegada anos 80, com luzes coloridas, roupas diferentes e Hayley sem o cabelo laranja. Desconfiada, fui ver o que pessoal estava achando do novo single e ali estava uma enxurrada de críticas por parte dos fãs que esperavam o antigo Paramore de volta e confesso que também estava esperando.

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Reprodução: site Giphy

Mas depois de dar mais uma chance para o single, não foi difícil não me identificar com ele, os Hard Times da Hayley deram um estalo na minha cabeça de que todos estamos na mesma merda. Lendo entrevistas da cantora, nesses 5 anos Hayley e a banda praticamente estavam passando por momentos bastante delicados e parecia o fim do Paramore, mas com o retorno de Zac e ajuda motivacional do Taylor eis que a banda surge das cinzas como uma fênix colorida no estilo anos 80.

Vendo todas as dificuldades desses três jovens, pude observar que os meus últimos anos também foram difíceis, desde a perda de emprego, a descoberta que não sirvo para ser professora, a descoberta com a fotografia, a perda da minha avó e a mais difícil de aceitar que foi a minha saúde mental está comprometida pela ansiedade e depressão.

A letra de Hard Times se abriu em mim como um divisor de águas. Tudo que eu queria dizer, estava ali naquela melodia alegre com letra triste e porque tem uma coisa que nós com transtornos de ansiedade mais queremos é saber que há alguém passando mesmas dificuldades que você.

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Reprodução: site Giphy

Nas entrevistas, Hayley disse que talvez há um tempo atrás ela não diria que estava com depressão mas que hoje ela está. Se você teve a oportunidade de ouvir o novo álbum pode identificar que as letras estão mais para um desabafo por tudo que ela passou e que ela ainda se sente temerosa pelo futuro da banda.

É difícil aceitar os Hard Times, mas eles são necessários. Essa música, assim como as demais do álbum, vem para mostrar que é nos momentos difíceis precisamos ter força e no caso da Hayley, ela usou toda sua ansiedade, tristeza e medo para escrever as composições para poder vencer esse Hard Times.

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Reprodução: site Giphy

De todos os álbuns, músicas do Paramore que ouvi Hard Times foi a letra que mais falou comigo, que mais veio mais à calhar neste exato momento que estou passando. O Paramore amadureceu e cresceu nesses Hard Times e se entregou sem medo para algo que eles realmente querem fazer, querem ser para um público que esperava mais do mesmo. Quantas vezes nós esperamos para ser algo mais do mesmo, algo que seja rotineiro porque a mudança sempre gera um desconforto não só para quem muda, mas para os outros que nos acompanham.

Aceitação é sempre difícil, mas quando se prova que a mudança é necessária ela se torna a melhor companheira que se poderia ter. A mudança, a transição para o amadurecimento nos deixa mais seguros e fortes para os próximos Hard Times da vida. Acredito que é isso que Paramore quer mostrar nessa fase, algo que seja inspirador para outras pessoas que estão presas nos hard times da vida e que assim como Hayley possam dizer em alto e bom som: tell my friends I’m coming down, We’ll kick it when I hit the ground.

O portal The Odyssey fez uma artigo  muito interessante sobre o novo álbum do Paramore e a sua relevância para saúde mental, essa entrevista foi traduzida pelo pessoal do site do ParamoreBR que você pode ler a matéria clicando aqui.

Veja o clipe de  Hard Times:

E aí, já curtiu o novo álbum do Paramore? Me conte o que achou nos comentários!

Até o próximo post!

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About Me

Ainda estou pensando no título

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Ainda estou pensando no título deste post.

Ainda estou pensando o que fazer com esse blog. Tantas coisas que queria fazer e fiquei presa no ainda e se bobear ainda estou presa no ainda.

Ainda, ainda e ainda. Parei no ainda e não consigo sair. Minha mente está a mil mas o corpo não anda, não mexe, não resolve o que quer.

Tantos projetos ainda em mente, mas ainda estou sem vontade. Leituras, séries e outros projetos ainda estacionados em algum lugar aqui no quarto.

Mas hoje foi diferente, ainda tenho vontade de escrever e hoje ela resolver andar. Agora estou aqui escrevendo. Talvez hoje não foi tão ruim assim, tantas coisas espalhadas pelo quarto e uma resolveu sair. Resolveu se manifestar em nome das outras.

O meu ainda na verdade tem nome, mas ele se manifesta mais na palavra ainda. Ele também começa com a letra “A” , mas ele é um pouco grande, e acho que ele (ou ela) prefere ficar com ainda.

Tem dias que o ainda me faz parar, tem dias que o ainda me faz desmotivar. Tem dias que ele desiste de mim um pouco e depois torna a voltar. É um ciclo.

Mas hoje algo saiu, hoje algo fluiu! Ainda bem…

About Me

Onde é que fui parar?!?!

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Depois de tanto tempo, estou aqui de novo.

Há algum tempo atrás, decidi desistir do blog. Não contei para ninguém só apenas sumi pois não tinha a coragem suficiente para apagá-lo. Mas cá estou novamente, para dar mais uma desculpa? Não, isso aqui é um desabafo.

Blog era com proposito de compartilhar fotos, leituras e às vezes compartilhar algo mais pessoal. Mas comecei a distorcer as minhas motivações com ele e acabou que consegui parceria com editoras e no fim foi tudo por algo abaixo pois não consegui cumprir meu proposito com elas. E as coisas começaram a desandar, mais especificamente naquele 07 de abril de 2016. Já falei bastante dele aqui, mas não quero deixar ele como “o responsável”, mas ele contribuiu para isso.

Sou uma pessoa inconstante, quando não tenho vontade, animo não adianta eu vir aqui escrever só porque preciso ter conteúdo, preciso resenhar e coisa e tal. Não sai, não adianta e não funciona comigo.

Até a minha fotografia acabou desandado um pouco tomando alguns rumos inesperados e ainda estou tentando encontrar meu caminho de volta. Mas  nem tudo foi tristeza, tá gente?! Neste ano, finalmente consegui comprar uma câmera nova e fazer  o tão sonhado curso de fotografia e foi nisso que me fez repensar no que é que estou fazendo.

Na verdade eu precisava desse tempo para pensar, para entender o verdadeiro sentido das coisas e provar para eu mesmo fazer aquilo que eu gosto de fazer, que é escrever. Gosto de escrever, nunca fui uma pessoa lá muito aberta mas escrita me permitia isso. E depois a fotografia me permitiu eternizar os momentos, as imagens que estão dentro da minha cabeça e transformá-las em algo vivo. E aí tem leitura me deixar sonhar, consequentemente escrever melhor e viajar sem sair de casa (por mais que eu um dia queria rodar o mundo). Ah e a música, filmes e séries são os complementos que fazem a minha imaginação e inspiração funcionar. Pode-se dizer que estas coisas é que movimentam a minha vida.

Hoje quero que o blog seja aquele cantinho que foi algum tempo atrás – o meu espeço. Vai ter tempos de longos períodos sem postar? Vai, e porque me conheço e eles são necessários para voltar ao chão e rever o que está acontecendo. Por esta sou eu, e está é a minha vida de altos e baixos, sorrisos e choros, alegrias e momento de silêncio. É isso que sou e é isso que procurarei mostrar daqui em diante.

About Me · Música

Learn To Fly (high)

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Finaleira do mês de Março de 2016. Será que ainda é tarde para fazer aqueles post motivacionais? Bom, se for, antes tarde do que nunca!

Sempre fui movida pela música, isso é um fato. Mas nunca antes uma letra havia me dando essa clareza do começar de novo. Essa música do Foo Fighters entrou na minha cabeça esse mês e não saiu mais devido ao seu refrão inspirador.

I’m looking to the sky to save me

Looking for a sign of life

Looking for something to help me burn out bright

Sempre fui uma pessoa que espera. Espero por tudo, um sinal, uma ajuda ou seja lá o que for e pode-se dizer que me tornei dependente dessa espera… Não sei porque, mas acho que tive medo de encarar, na verdade tenho medo de aprender a voar.

Essa espera é o medo disfarçado que me impede de tudo. De lutar, ir atrás, de ter coragem por ter a vida que eu quero ter. Mas ouvindo e prestando atenção na letra um estalo deu em minha cabeça de que estava – estava não, está – na hora de aprender a voar.

Não sei o que se passou na cabeça do David Grohl, mas em mim ela despertou algo que estava escondido a muito tempo, algo que nem sabia que tinha. Nunca antes tinha ouvido uma música que descrevesse o que realmente precisava ouvir. Precisava – e preciso ouvir todos os dias – que tenho que voar, na verdade voar alto.

Obvio que quando se voa alto sempre temos a possibilidade da queda. Mas é ai que vemos como está nosso voo, seguro para continuar ou frágil querendo cair. Tem que ter consciência disso e não se deixar perder durante o voo.

Pode parecer clichê esse post, mas para mim significa muito. Uma parte de mim está sendo exposta, a parte humana que tem seus problemas, seus anseios como qualquer outra pessoa. É muito fácil se iludir na internet e achar que a vida é conto de fadas, mas ela não é. Há uma pessoa aqui, que sente, come, vive, dorme e trabalha igual a você. E escrevo esse post aqui para eu lembrar, (isso mesmo, lembrar a eu mesmo) de que um dia eu despertei – finalmente – para esse voo da vida.

E você? Como anda o seu voo?

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Make my way back home when I learn to fly (high)!