Filmes

Tartarugas Até Lá Embaixo

DSC_0145

O nosso querido João Verde está de volta com o livro Tartarugas Até Lá Embaixo é definitivamente um dos melhores livros já escritos da sua carreira.

Após uma pausa de 5 anos, John Green volta com tudo nos agraciando com a história de Aza Holmes, uma jovem de 16 anos que sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Além disso, também temos um mistério que ronda a trama o desaparecimento do bilionário Russel Pickett que Aza ao lado de sua melhor amiga Daisy, resolvem investigar para conseguir a  recompensa de 100 mil dólares por qualquer informação sobre o paradeiro do bilionário.

Acho que nunca me identifiquei tanto com um personagem como me identifiquei com a Aza. Realmente fiquei impressionada com a maneira de como essa personagem foi construída, você realmente vai a fundo com os problemas da protagonista, se você tem ansiedade vai se identificar muito em todos os aspectos. Tudo o que eu queria falar, está escrito nesse livro sobre como fica os pensamentos, como a nossa mente é nossa maior inimiga e como afeta as relações pessoais ao nosso redor.

John Green fala com propriedade sobre o assunto, já que o autor lida com seu transtorno desde da infância. Durante a leitura, sentimos que o Aza passa vemos que é um reflexo autobiográfico de tudo que o autor sentiu e ainda sente para tentar controlar seus pensamentos e compulsões. Outra coisa que me deixou completamente apaixonada por esse livro, a como sua escrita amadureceu e desenvolveu bastante. Os personagens ainda tem aqueles aspectos geeks e nerds que John Green gosta de escrever, mas o livro saiu do clichê de se focar em relacionamentos amorosos para tratar sobre amizade entre Aza e Daisy, que sabe dos problemas da amiga e tenta entender como funciona a sua doença mental. É tudo muito bem planejado, pensado e desenvolvido de uma maneira que você se relacione com os personagens muito fácil, mesmo se você não sofra de nenhum transtorno mas queira entender como a mente dessas pessoas funcionam.

John Green também não só de focou num assunto para exorcizar seus demônios, no decorrer da narrativa podemos encontrar várias críticas sobre a desigualdade social, abandono e sobre o método de ingresso nas universidades dos Estados Unidos. Todos os personagens secundários da trama, trazem esses temas consigo sendo abordados de uma maneira sutil e tocante.

Esse foi livro do John que mais fiz marcações em toda a minha vida. Vou deixar aqui umas citações que deixaram fora de sem ar por um bom tempo.

“O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.” pg. 28

“O ser humano é tão dependente da linguagem que, até certo ponto, não conseguimos entender o que não podemos nomear.” pg. 89

“O mais apavorante não é girar sem parar numa espiral crescente, é girar sem parar na espiral que se afunila. É ser sugado para um redemoinho que vai se fechando mais e mais e esmagando seu mundo até você estar apenas girando sem sair do lugar, preso numa cela que é exatamente do seu tamanho e nem um milímetro a mais, até você finalmente se dar conta que na verdade não está preso na cela. Você é a cela.” pg. 144

NOTA:5/5 favorito do ano!

Nesse vídeo publicado pela editora Intrínseca, John Green explica mais sobre o que motivou a contar sua história sobre a saúde mental.

Antes de encerrar quero dizer que amei a referência ao Sherlock Holmes, já que Aza é uma aspirante a detetive na história. Melhor referência impossível né gente? ❤

E aí já leu? O que achou? Me conte nos comentários!

Até o próximo post! ❤

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter 

Anúncios
Filmes · Livros

Antes Que Eu Vá | LIVRO E FILME

DSC_8344-11

Sexta-feira, 12 de Fevereiro.

Um dia que deveria ser aparentemente normal para Samantha Kingston, torna-se um dia sem um amanhã. Após um acidente de carro, Sam passa reviver várias vezes o dia de sua morte e presa nesse looping temporal, ela tenta descobrir o motivo de sua vida ter chegado ao fim.

Antes Que Eu Vá é um livro da autora Lauren Oliver, a mesma da trilogia Delírio  publicados pela Editora Intrínseca, e ganhou uma versão em filme lançado aqui no Brasil em Maio deste ano e é sobre essas duas versões da história de Samantha que irei rcontar um pouco do que achei para vocês agora.

O LIVRO 

Como já mencionado anteriormente, Sam é uma jovem de 17 anos, que tem como suas melhores amigas as populares Lindsay, Elody e Ally que me lembraram um pouco do quarteto do filme Meninas Malvadas devido a mesma premissa da história, com as meninas populares praticando bullying com a “esquisitona” do colégio, a Juliet Sykes.

As personagens são bem construídas, bem próximas a realidade adolescente. Como o livro trás somente a perspectiva de Sam é interessante observar o outro lado o de quem pratica o bullying e os motivos que levaram  ela se comportar dessa forma, seja por ascensão social ou por motivos banais que poderiam ter sido resolvidos de outra maneira e por isso, temos que nos lembrar aqui que estamos lhe dando com adolescentes e que a cabecinha nessa idade funciona de forma diferente.

A protagonista tem um desenvolvimento um tanto quanto lento, que acredito que seja culpa da narrativa, pois ela vive várias vezes o mesmo dia, o que torna a leitura um tanto quanto cansativa, apesar da escrita de Lauren ser muito boa de um jeito poético e cheio de metáforas. Abordagem da história em si não se trata apenas de bullying, mas sim reflexões sobre a vida e a morte o que eu achei algo muito forte e interessante para uma jovem adolescente passar por isso, pois ela ainda não tem um certo entendimento sobre a vida.

O que me fez não gostar tanto assim do livro foi o fato de que achei que a Sampagou os pecados‘ por algo que realmente não era tão sua culpa, sendo que ela era a mais inocente do grupo. A personagem Lindsay (a Regina George do grupo), foi a principal motivadora de diversos problemas causados na vida de Juliet, Sam e outros personagens pela sua prepotência e seu jeito egoísta, o que me fez achar um tanto quanto injusto. Se eu tivesse escrito o livro, com certeza teria dado um final diferente ou talvez dado continuidade a história para saber como ficou esses personagens após a morte de Sam.

Nota: 3/5

O FILME

O filme é estrelado por Zoey Deutch (Acadêmia de Vampiros), vivendo a Sam Kingston,  Halston Sage como Lindsay EdgecombElena Kampouris como Juliet Sykes.

Bom, o filme também não me agradou tanto quanto o livro. O roteiro é muito mal construído houve a  falta de profundidade de profundidade nos personagens, principalmente da relação Lindsay e Juliet que é algo super importante e aprofundado no livro, sendo tratado de uma maneira tão rápida que nem deu tempo para criar aquela conexão com espectador. Já Sam parece menos ousada em relação a Sam do livro, deixando passar batido o desenvolvimento da protagonista em relação ao que está acontecendo na sua vida, apesar do esforço de Zoey tentar dar um pouco mais de profundidade para sua atuação.

Apesar das ressalvas do filme, a fotografia é bem bonita e elaborada puxando para os tons de azul dando aquela sensação de tristeza, mistério e com ambientações lindíssimas da cidade de Vancouver no Canadá. O filme também trás uma trilha sonora bem legal e jovial, que mostra um pouco do estilo musical das meninas e  você pode ouvir no Spotify.

E antes de encerrar o post, quero deixar o meu super agradecimento para Rachel linda e maravilhosa que me presenteou mais uma vez! Fiquei muito surpresa e emocionada com sua cartinha e o seu carinho, muito obrigada mesmo! ❤

Ah já ia esquecendo de comentar que o livro com a capa da versão do filme, trás dois contos inéditos antes dos acontecimentos da tragédia de Sam e também conta com entrevistas com o elenco do filme.

Você já leu o livro? Gostou? Deixe os nos comentários abaixo!

Espero que tenham gostado e até o próximo post!

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter 

Filmes

Uma Beleza Fantástica

poster2-25
Imagem: Reprodução

Faz tempo que não escrevo sobre filmes aqui, então resolvi escrever sobre esse maravilhoso filme que achei na Netflix.

Uma Beleza Fantástica (This Beautiful Fantastic), trás a história de Bella Brown (Jessica Brown Findlay), uma jovem  reclusa que sonha em se tornar escritora  de livros infantis, morando ao lado de um vizinho nada simpático, o viúvo Alfie Stephenson (Tom Wilkinson) que iniciam uma amizade completamente inesperada.

MV5BZjNjOTM2NDAtOWU2NC00YWM0LWI1Y2ItYWJiYWYzOGQ5MTIwXkEyXkFqcGdeQXVyMTkxNjUyNQ@@._V1_
Imagem: IMDB

É muito fácil você se conectar com os personagens nesse filme, cada um tem sua peculiaridade que os tornam interessantes pela maneira de como se conectam mesmo sendo uma história simples. Fiquei apaixonada pela protagonista que trabalha numa biblioteca, embora tenha uma chefe nada simpática, é nos livros que em Bella encontra seu refúgio.

Agora uma coisa que me pegou de surpresa nesse filme foram a presença de dois dos meus atores favoritos! O lindo e maravilhoso Andrew Scott, o Moriaty da série Sherlock, sendo todo fofo e prestativo com Bella Brown, que embora seu personagem (Vernon) não tenha muito destaque, ele cumpre muito bem seu papel sendo o alívio cômico na trama.

tumblr_oc75s39eqY1uls29go2_1280
Gif: Andrew Scott Source Tumblr

Já  Jeremy Irvine, meu outro ator favorito, também está presente no filme como interesse romântico de Bella, que até se saí bem como o atrapalhado inventor Billy, mas devo confessar aqui que achei a química de Bella mais interessante com Vernon do que com Billy.

tumblr_omohqxGE7C1w73n5ao2_540.gif
Gif: Gramunion

Os aspectos técnicos do filme são maravilhosos, o figurino da Bella é lindíssimo com cores neutras e escuras ressaltando bem o seu transtorno obsessivo compulsivo e sua personalidade introvertida. A fotografia e direção de arte também fazem um ótimo trabalho, deixando o tom do filme com aspecto de conto de fadas mas sem pesar a mão nas cores e no ar fantasioso da trama.

Se você gostou de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain), com certeza irá amar esse filme. Impossível não os achar semelhantes, até porque a protagonista é muito semelhante a Amélie em vários aspectos, mas isso não desmerece o filme porque acredito eu que ambos cumprem bem as suas propostas de contar uma história inspiradora, tocante e divertida.

Confira o trailer:

Já assistiu? Se sim, não esqueça de deixar um comentário!

Até o próximo post!

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter

Filmes · Seriados/ Programas de TV

“Minimalism” – Um Documentário Sobre As Coisas Importantes

ftc-documentarios-netflix-minimalism

“Minimalism – Um Documentário Sobre As Coisas Importantes” conta as histórias de Joshua Millburn e Ryan Nicodemus, ambos bem sucedidos e ocupando grandes cargos em empresas, decidiram mudar de vida e adotar assim o estilo de vida Minimalista. O documentário conta toda a trajetória desses dois amigos que criaram o site The Minimalists onde mostra o que é esse novo estilo de vida e como qual impacto que tem na vida das pessoas.

Menos é mais

Você já deve ter ouvido essa frase em algum momento da sua vida e não foi nas aulas de matemática. O minimalismo é um estilo de vida que nada contra maré do consumismo ou melhor dizendo do consumismo compulsivo. Como somos bombardeados de informações e propagandas por todos os lados, estamos criando uma geração onde o ser se colide com o ter, fazendo que venhamos consumir cada vez mais coisas que na maioria das vezes não precisamos.

Não é sobre jogar todas as suas coisas fora e virar hippie, mas perceber qual o significado dessas coisas tem pra você, se é realmente útil. É você refletir sobre aquilo que você acha que é necessário para você viver e qual valor e significado essas coisas tem pra você.

E o que me chamou mais atenção em todo esse documentário é sobre o fato da estado físico e mental das pessoas de como tudo em excesso nos deixa doentes e presos num ciclo que nem percebemos. Há uma geração de pessoas doentes que se tornam reféns das próprias contas, tudo para parecer cool nas redes sociais, com coisas legais, lugares legais e por aí vai…

É nítido a mudança de semblante das pessoas que adotaram esse estilo de vida, um jeito feliz, calmo e tranquilo de gente que nunca achou que um dia iria sentir essa paz de espírito. Um dos depoimentos mais interessantes, com certeza é o de Joshua, que perdeu sua mãe e se divorciou de sua esposa no mesmo mês no ano de 2009. Completamente desolado e desmotivado com tudo que aconteceu, Joshua começou a observar que nada das suas coisas agregavam valor a sua vida e decidiu mudar tudo o que tinha, desde a casa onde ele morava e até o momento que ele tinha para aproveitar seu dia. A mudança foi tão nítida que até seu amigo Ryan decidiu adotar ao minimalismo e hoje os dois amigos viajam pelo mundo contando como foi todo o processo de mudança para a filosofia minimalista.

O documentário completo está disponível na Netflix.

Não sou adepta a nenhum estilo de vida, mas devo confessar que esse me chamou bastante atenção para pensar melhor sobre a importância e influência que o consumo tem na minha vida. Acho que todos nós devemos ter uma consciência de onde esse consumismo todo pode nos levar e que futuro nós queremos ter daqui por diante, se é algo que nos deixe presos ao sistema ou algo que nós de qualidade de vida.

Caso você esteja bastante pensativo sobre o assunto, e pensa em adotar um dia ao minimalismo, deixo aqui uma indicação do canal da Marieli Mallmann que fala desde o estilo de vida e até moda e decoração minimalista.

E aí gostou do post? Não esqueça de deixar um comentário!

Até a próximo post, folks! ❤