Livros

Garota, Interrompida

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Susanna Kaysen de apenas 18 anos, é internada no hospital psiquiátrico McLean e lá permanece pois dois anos. No ano de 1967 nos Estados Unidos, onde passa por um período de grande mudança Susanna tem sua vida interrompida por não se encaixar nos padrões da sociedade da época.

O livro trás os relatos desses dois anos no hospital com fortes críticas a forma de como as pessoas com transtornos mentais são tratadas, em alguns casos de maneira até tensa como no caso de Alice Calais. Entre esses relatos, também temos conhecimento das histórias de Georgina, Daisy e Lisa que constroem um pequeno laço de amizade nesse ambiente de angústias e incertezas em que elas foram colocadas.

Cada uma tem sua história por de trás da sua “loucura“, seus comportamentos promíscuos e até violentos relatam uma realidade dura de onde essas meninas vieram parar ali, embora umas tenham escolhido o caminho mais sombrio outras conseguiram dar um jeito em suas vidas, mas ainda há muitas que seguiram internadas.

Susanna consegue alta do hospital e ainda reluta para manter sua personalidade limítrofe (doença da qual foi diagnosticada), de maneira controlada. A própria ainda diz que esses dois anos de interrupção na sua vida deixou grande marcas na sua maneira de pensar e na personalidade, e que é impossível não lembrar desse momento que ela passou. Escrever esse livro, foi uma maneira que ela encontrou de exorcizar seu passado.

“Dessa vez, li o título da pintura: Garota interrompida com sua música.

Interrompida em sua música: tal qual acontecera com a minha vida, interrompida durante a música dos 17 anos, tal qual a vida dela, roubada e presa a uma tela; um momento congelado no tempo mais importante que todos os outros momentos, quaisquer que fossem ou que viessem a ser. Quem pode se recuperar disso?”  – página 187

Foi quase impossível não ficar pensativa após terminar a leitura. Eu realmente me identifiquei com a personagem alguns aspectos, desde o seu questionamento sobre “o que é real?”, “o que você vai fazer da sua vida?”, “por que eu devo ser uma coisa que não quero ser?”, “como foi que a minha vida chegou nesse ponto?”. Somos levados a tomar grande decisões sobre a vida, mesmo sabendo tão pouco sobre ela. Pressão, preconceito e atitudes que levam as pessoas acharem que temos algum “probleminha” nos afetam de uma maneira que não se espera e cada um responde de uma maneira. Susanna descobriu sua resposta da pior maneira que alguém poderia encontrar.

“Vazio e tédio: é dizer pouco. O que eu sentia era uma total desolação. Desolação, desespero e depressão.” – página 174

NOTA: 3/5

Em 1999, tivemos uma versão cinematográfica desse livro que foi estrelada por Winona Ryder como Susanna Kaysen,  Angelina Jolie como Lisa Rowe que ganhou seu primeiro  Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e Brittany Murphy como Daisy Randone.

Obviamente, livro e filme são completamente diferentes entre si afinal se trata de uma adaptação onde precisamos de uma narrativa mais elaborada para contar a história dos personagens, pois ambos são bons em suas propostas e vale muito à pena ler o livro e assistir ao filme. Também é uma ótima recomendação se você é estudante de psicologia.

Já leu, já viu o filme? Deixe um comentário abaixo, irei adorar conversar com você sobre eles!

Até o próximo post!

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Filmes

Uma Beleza Fantástica

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Imagem: Reprodução

Faz tempo que não escrevo sobre filmes aqui, então resolvi escrever sobre esse maravilhoso filme que achei na Netflix.

Uma Beleza Fantástica (This Beautiful Fantastic), trás a história de Bella Brown (Jessica Brown Findlay), uma jovem  reclusa que sonha em se tornar escritora  de livros infantis, morando ao lado de um vizinho nada simpático, o viúvo Alfie Stephenson (Tom Wilkinson) que iniciam uma amizade completamente inesperada.

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Imagem: IMDB

É muito fácil você se conectar com os personagens nesse filme, cada um tem sua peculiaridade que os tornam interessantes pela maneira de como se conectam mesmo sendo uma história simples. Fiquei apaixonada pela protagonista que trabalha numa biblioteca, embora tenha uma chefe nada simpática, é nos livros que em Bella encontra seu refúgio.

Agora uma coisa que me pegou de surpresa nesse filme foram a presença de dois dos meus atores favoritos! O lindo e maravilhoso Andrew Scott, o Moriaty da série Sherlock, sendo todo fofo e prestativo com Bella Brown, que embora seu personagem (Vernon) não tenha muito destaque, ele cumpre muito bem seu papel sendo o alívio cômico na trama.

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Gif: Andrew Scott Source Tumblr

Já  Jeremy Irvine, meu outro ator favorito, também está presente no filme como interesse romântico de Bella, que até se saí bem como o atrapalhado inventor Billy, mas devo confessar aqui que achei a química de Bella mais interessante com Vernon do que com Billy.

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Gif: Gramunion

Os aspectos técnicos do filme são maravilhosos, o figurino da Bella é lindíssimo com cores neutras e escuras ressaltando bem o seu transtorno obsessivo compulsivo e sua personalidade introvertida. A fotografia e direção de arte também fazem um ótimo trabalho, deixando o tom do filme com aspecto de conto de fadas mas sem pesar a mão nas cores e no ar fantasioso da trama.

Se você gostou de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain), com certeza irá amar esse filme. Impossível não os achar semelhantes, até porque a protagonista é muito semelhante a Amélie em vários aspectos, mas isso não desmerece o filme porque acredito eu que ambos cumprem bem as suas propostas de contar uma história inspiradora, tocante e divertida.

Confira o trailer:

Já assistiu? Se sim, não esqueça de deixar um comentário!

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Filmes

Deadpool

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Antes de começar esse post, quero deixar registrado aqui que não sou lá uma expert em quadrinhos pois assisti ao filme sem pretensão de estar escrevendo sobre ele aqui, mas é que eu gostei tanto que resolvi fazer um post. 🙂

Então vamos ao filme sobre o mercenário tagarela que abriu a temporada de filmes de super heróis nesse ano de 2016. Wade Wilson sofre de câncer terminal e resolve participar de um experimento para se tornar um super soldado, porém algo dá muito errado e é nesse erro que surge um acerto, Deadpool aparece mostrando um lado totalmente irreverente de que estamos habituados nesse tipo de gênero.

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Cenas de ação e sexo são seguidas de um humor recheado de referências por todos os lados (Capitão América que o diga!), desde a cena inicial até o fim eu não parei de rir com o jeito maluco de Deadpool. Eu não conhecia muito o personagem – meu irmão que é fã- e não esperava que gostar tanto como gostei. Sério, como falei nem esperava escrever sobre.

A cena de abertura foi uma das melhores, gente que coisa mais engraçada aqueles créditos de iniciais que só de lembrar começo a rir. Outra coisa que também achei muito legal foi o fato da história ser contada numa narrativa não linear que deu desenvolvimento melhor para o enredo que foi muito bem utilizado para interagir com o público e fazendo bom uso da quebra da quarta paraede. A única coisa que me incomodou foi o Colossus, que o efeito visual não ficou lá muito bom mas tirando isso o que eles conseguiram fazer com o orçamento que tinham, foi muito além do esperado.

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Deadpool é um personagem que sabe rir de si mesmo e aproveitando falha monstruosa em X-Men Origens: Wolverine conseguiu dar a volta por cima. Além disso deu  um grande ponta  pé inicial aos filmes de super heróis que podem apostar em outros tipos de gêneros e de classificação iniciativa sem perder a essência das histórias em quadrinhos.

Quem aqui curtiu o filme?  Quais outros filmes de super heróis vocês estão empolgados para ver? Eu estou ansiosa por Doutor Estranho, por que será né? hahaha

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Filmes

Ginger & Rosa

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Olá pessoal!

Estou numa vibe de filmes independente e hoje vou falar um pouco sobre o filme Ginger & Rosa, que estrou na NetFlix no mês de Setembro.

A história é sobre Ginger (Elle Fanning) e sua amiga Rosa (Alice Englert), vivendo em Londres durante a época da Guerra Fria. Sobre ameaça de bombas, holocausto e um possível atentado Ginger abraça a causa de seu pai que é um pacifista e escritor de um jornal local.

Em meio a transição de jovens para adultos, as duas jovens tem que lhe dar com problemas familiares já que elas se recusam ter a mesma vida que suas mães levam. E além disso Rosa se apaixona pelo pai de Ginger e a amizade das duas meninas é posta à prova.

Com a direção de Sally Potter, sob produção independente, Ginger & Rosa possui uma fotografia muito bem trabalhada dando destaque aos tons mais frios mostrando o medo, opressão que as pessoas sentiam na época. O enquadramento e a posição das câmeras também são excelentes, sabendo como expressar todo vazio e solidão que as duas meninas sentem durante o filme.

Destaque desse filme é atuação de Elle Fanning, que mostrou todo seu potencial e amadurecimento como atriz e tornando-se uma das grandes promessas para o mercado do cinema. Já não foi à toa que a própria foi escolhida para viver a doce Aurora no filme Malévola ao lado de Angelina Jolie.

Adorei esse filme e toda sua história, adoro filmes que trazem essa temática de guerra e como isso reflete muito nas pessoas da época. Com certeza Ginger & Rosa entrou para os favoritos da vida. 🙂

Trailer:

Alguém aqui já assistiu? Aguardo seu comentário!

Até o próximo post!

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