Livros

Amor & Gelato

DSC_0434

Oi gente!

Tudo bom com vocês?

Eu sumida como sempre, mas sigo firme para continuar com meu humilde bloguinho.

A vida de adulta não anda fácil, e confesso que o meu ritmo de leitura diminuiu e tá difícil achar um tempo para as minhas leituras. Mas enfim, chega de lamentações e vamos a resenha do livro mais fofo e adorável que li lá em fevereiro!

Depois da morte da mãe, a jovem Lina tem uma missão a cumprir: ir até Itália conhecer pai. Após receber o antigo diário da sua mãe, Lina vê sua vida tendo um revira volta total onde ela precisa aprender a lidar com a dor, descobertas do primeiro amor e a verdade sobre seu pai.

Esse livro na época de lançamento foi muito bem falado por ter sua narrativa e escrita super leve e delicada. Você lê tudo num piscar de olhos, porque a escrita da Jenna Evans Welch é bem fluída, todos os personagens são bem construídos e bem desenvolvidos, porém isso não permite que a trama acaba em certos clichês e um plot twist meio óbvio.

A protagonista, assim como os demais personagens, tem seu carisma e é bem desenvolvida, você consegue sentir toda a dor que ela passa, todas as descobertas que ela encara de uma maneira geral muito bem resolvida. Toda ambientação, na Itália, é maravilhosa, se você nunca foi lá como essa pessoa que vos escreve, vai adorar imaginar as incríveis ruas e paisagens de Veneza com todo aquele romantismo que envolve essa bela cidade italiana.

Sendo super gostoso de ler e rápido de se envolar, Amor e Gelato vai conquistar seu coração pelo carisma dos personagens e pela ambientação encantadora da Itália, sendo uma ótima pedida de leitura nas tardes quentes de verão. ❤

Nota:4/5

E aí já leu o livro? Não esquece de comentar aqui embaixo!

Espero que tenham gostado e a gente se vê por aí! 😉

Até o próximo post! ❤

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter 

 

Anúncios
Filmes · Livros

Antes Que Eu Vá | LIVRO E FILME

DSC_8344-11

Sexta-feira, 12 de Fevereiro.

Um dia que deveria ser aparentemente normal para Samantha Kingston, torna-se um dia sem um amanhã. Após um acidente de carro, Sam passa reviver várias vezes o dia de sua morte e presa nesse looping temporal, ela tenta descobrir o motivo de sua vida ter chegado ao fim.

Antes Que Eu Vá é um livro da autora Lauren Oliver, a mesma da trilogia Delírio  publicados pela Editora Intrínseca, e ganhou uma versão em filme lançado aqui no Brasil em Maio deste ano e é sobre essas duas versões da história de Samantha que irei rcontar um pouco do que achei para vocês agora.

O LIVRO 

Como já mencionado anteriormente, Sam é uma jovem de 17 anos, que tem como suas melhores amigas as populares Lindsay, Elody e Ally que me lembraram um pouco do quarteto do filme Meninas Malvadas devido a mesma premissa da história, com as meninas populares praticando bullying com a “esquisitona” do colégio, a Juliet Sykes.

As personagens são bem construídas, bem próximas a realidade adolescente. Como o livro trás somente a perspectiva de Sam é interessante observar o outro lado o de quem pratica o bullying e os motivos que levaram  ela se comportar dessa forma, seja por ascensão social ou por motivos banais que poderiam ter sido resolvidos de outra maneira e por isso, temos que nos lembrar aqui que estamos lhe dando com adolescentes e que a cabecinha nessa idade funciona de forma diferente.

A protagonista tem um desenvolvimento um tanto quanto lento, que acredito que seja culpa da narrativa, pois ela vive várias vezes o mesmo dia, o que torna a leitura um tanto quanto cansativa, apesar da escrita de Lauren ser muito boa de um jeito poético e cheio de metáforas. Abordagem da história em si não se trata apenas de bullying, mas sim reflexões sobre a vida e a morte o que eu achei algo muito forte e interessante para uma jovem adolescente passar por isso, pois ela ainda não tem um certo entendimento sobre a vida.

O que me fez não gostar tanto assim do livro foi o fato de que achei que a Sampagou os pecados‘ por algo que realmente não era tão sua culpa, sendo que ela era a mais inocente do grupo. A personagem Lindsay (a Regina George do grupo), foi a principal motivadora de diversos problemas causados na vida de Juliet, Sam e outros personagens pela sua prepotência e seu jeito egoísta, o que me fez achar um tanto quanto injusto. Se eu tivesse escrito o livro, com certeza teria dado um final diferente ou talvez dado continuidade a história para saber como ficou esses personagens após a morte de Sam.

Nota: 3/5

O FILME

O filme é estrelado por Zoey Deutch (Acadêmia de Vampiros), vivendo a Sam Kingston,  Halston Sage como Lindsay EdgecombElena Kampouris como Juliet Sykes.

Bom, o filme também não me agradou tanto quanto o livro. O roteiro é muito mal construído houve a  falta de profundidade de profundidade nos personagens, principalmente da relação Lindsay e Juliet que é algo super importante e aprofundado no livro, sendo tratado de uma maneira tão rápida que nem deu tempo para criar aquela conexão com espectador. Já Sam parece menos ousada em relação a Sam do livro, deixando passar batido o desenvolvimento da protagonista em relação ao que está acontecendo na sua vida, apesar do esforço de Zoey tentar dar um pouco mais de profundidade para sua atuação.

Apesar das ressalvas do filme, a fotografia é bem bonita e elaborada puxando para os tons de azul dando aquela sensação de tristeza, mistério e com ambientações lindíssimas da cidade de Vancouver no Canadá. O filme também trás uma trilha sonora bem legal e jovial, que mostra um pouco do estilo musical das meninas e  você pode ouvir no Spotify.

E antes de encerrar o post, quero deixar o meu super agradecimento para Rachel linda e maravilhosa que me presenteou mais uma vez! Fiquei muito surpresa e emocionada com sua cartinha e o seu carinho, muito obrigada mesmo! ❤

Ah já ia esquecendo de comentar que o livro com a capa da versão do filme, trás dois contos inéditos antes dos acontecimentos da tragédia de Sam e também conta com entrevistas com o elenco do filme.

Você já leu o livro? Gostou? Deixe os nos comentários abaixo!

Espero que tenham gostado e até o próximo post!

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter 

Livros

Garota, Interrompida

DSC_8268.jpg

Susanna Kaysen de apenas 18 anos, é internada no hospital psiquiátrico McLean e lá permanece pois dois anos. No ano de 1967 nos Estados Unidos, onde passa por um período de grande mudança Susanna tem sua vida interrompida por não se encaixar nos padrões da sociedade da época.

O livro trás os relatos desses dois anos no hospital com fortes críticas a forma de como as pessoas com transtornos mentais são tratadas, em alguns casos de maneira até tensa como no caso de Alice Calais. Entre esses relatos, também temos conhecimento das histórias de Georgina, Daisy e Lisa que constroem um pequeno laço de amizade nesse ambiente de angústias e incertezas em que elas foram colocadas.

Cada uma tem sua história por de trás da sua “loucura“, seus comportamentos promíscuos e até violentos relatam uma realidade dura de onde essas meninas vieram parar ali, embora umas tenham escolhido o caminho mais sombrio outras conseguiram dar um jeito em suas vidas, mas ainda há muitas que seguiram internadas.

Susanna consegue alta do hospital e ainda reluta para manter sua personalidade limítrofe (doença da qual foi diagnosticada), de maneira controlada. A própria ainda diz que esses dois anos de interrupção na sua vida deixou grande marcas na sua maneira de pensar e na personalidade, e que é impossível não lembrar desse momento que ela passou. Escrever esse livro, foi uma maneira que ela encontrou de exorcizar seu passado.

“Dessa vez, li o título da pintura: Garota interrompida com sua música.

Interrompida em sua música: tal qual acontecera com a minha vida, interrompida durante a música dos 17 anos, tal qual a vida dela, roubada e presa a uma tela; um momento congelado no tempo mais importante que todos os outros momentos, quaisquer que fossem ou que viessem a ser. Quem pode se recuperar disso?”  – página 187

Foi quase impossível não ficar pensativa após terminar a leitura. Eu realmente me identifiquei com a personagem alguns aspectos, desde o seu questionamento sobre “o que é real?”, “o que você vai fazer da sua vida?”, “por que eu devo ser uma coisa que não quero ser?”, “como foi que a minha vida chegou nesse ponto?”. Somos levados a tomar grande decisões sobre a vida, mesmo sabendo tão pouco sobre ela. Pressão, preconceito e atitudes que levam as pessoas acharem que temos algum “probleminha” nos afetam de uma maneira que não se espera e cada um responde de uma maneira. Susanna descobriu sua resposta da pior maneira que alguém poderia encontrar.

“Vazio e tédio: é dizer pouco. O que eu sentia era uma total desolação. Desolação, desespero e depressão.” – página 174

NOTA: 3/5

Em 1999, tivemos uma versão cinematográfica desse livro que foi estrelada por Winona Ryder como Susanna Kaysen,  Angelina Jolie como Lisa Rowe que ganhou seu primeiro  Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e Brittany Murphy como Daisy Randone.

Obviamente, livro e filme são completamente diferentes entre si afinal se trata de uma adaptação onde precisamos de uma narrativa mais elaborada para contar a história dos personagens, pois ambos são bons em suas propostas e vale muito à pena ler o livro e assistir ao filme. Também é uma ótima recomendação se você é estudante de psicologia.

Já leu, já viu o filme? Deixe um comentário abaixo, irei adorar conversar com você sobre eles!

Até o próximo post!

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter

Livros

Uma história de solidão

DSC_5600

Quando recebi esse livro do John Boyne há um tempo atrás da Editora Seguinte, achei que seria um livro no estilo A  Coisa Terrível  Que Aconteceu com Barnaby Brocket com uma pegada de O Menino do Pijama Listrado, mas me enganei. O livro Uma História de Solidão é um forma de denúncia sobre casos de pedofilia na  Igreja Católica que ocorreram no país do autor, a Irlanda.

Antes de tudo o livro não é baseado numa história real, mas poderia ser. Odran é um jovem que a pedido de sua mãe se torna padre após uma tragédia que aconteceu na família, meio que a contra gosto, o garoto segue o desejo da mãe e assim acompanhamos todo o processo que torna o protagonista a ser um padre exemplar. Em meio a esse tempo no seminário, Odran conhece Tom, outro garoto que se torna padre contra sua vontade e se identificando com ele, os dois logo se tornam amigos mas com o passar do tempo o comportamento de Tom mediante a igreja começa a ser motivo de desconfiança por parte de Odran.

Eu já havia esse lido esse livro no começo do ano, mas demorei para terminá-lo pois ele não é um livro fácil . Como se trata de um assunto bastante polêmico e delicado, foi difícil encontrar palavras para descrever essa experiência com esse tipo de temática pois o protagonista (que é um padre do bem), é muito inocente e não enxerga os abusos e problemas que estão acontecendo ao seu redor e pela narrativa não ser linear, somos levados a vários épocas da vida de Odran fazendo com que nós não nos  aproximamos tanto assim do protagonista para entender suas razões de ele agir desse jeito ingênuo.

Mas ao final quando o desfecho começa aparecer, o livro consegue transmitir aquele sentimento que só o John Boyne conhece despertar no leitor, que é a tristeza. Odran passa por tanta coisa na sua jornada de padre, o vendo ser respeitado até chegando ao período onde as pessoas o repudiam, que o protagonista começa a ter uma perspectiva de que a vida dele não foi tão boa assim e que tudo que lhe restou foi abraçar a solidão.

Apesar do tema ser interessante, Uma História de Solidão não é um dos melhores livros do John Boyne pois o ritmo lento pode te desmotivar um pouco a leitura, mas vale à pena dar uma chance para refletir e discutir sobre a pedofilia não só por parte da Igreja Católica mas em todos os lugares, que infelizmente ainda está bem presente na nossa sociedade.

NOTA:3/5

Redes Sociais:  FacebookInstagramTwitter